A nova benesse do presidente, agora, para os MEIs
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A 12 dias do segundo turno, e depois de terminar o primeiro atrás de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula tirou da cartola o “Prospera MEI”, um pacote voltado aos microempreendedores individuais. |
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Timing perfeito ou jogada eleitoral? O programa entra numa fila de ações lançadas recentemente, durante sua campanha de reeleição: reajuste do Bolsa Família, Desenrola 3.0, proibição das Bets e cortes em impostos da gasolina. |
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Na conta, são R$ 23,6 bilhões anunciados, boa parte sem qualquer desenho definido, o que gera ainda mais preocupação para o fiscal e as contas públicas. |
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A ironia da medida |
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Se você acha que os seus avós pagavam mais imposto, saiba que o brasileiro médio nunca pagou tanto tributo — aliás, somos um dos maiores pagadores do planeta. |
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A carga tributária brasileira bateu 32,4% do PIB em 2025, o maior nível da série do Tesouro, iniciada em 2010. Apesar de parecerem alívio no curto prazo, programas como esse corroboram com a inflação e os juros altos. |
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Ou seja: o mesmo governo que arrecada em nível recorde agora abre mão de bilhões para quem não pagou, enquanto quem quitou tudo em dia segue sem nenhuma contrapartida. |
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Pode isso em ano de eleição?
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A Lei das Eleições proíbe o governo de distribuir dinheiro ou benefícios gratuitos no ano da votação, salvo em programas que já existiam no ano anterior. |
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O PIX MEI é novo, mas só começa a pagar em 2027, depois da eleição. Isso deixa o pacote no limite da regra. |
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Se houver questionamento, ele vai para a Justiça Eleitoral como possível abuso de poder político, e não como crime. |
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Por The News



O que está na mesa e quanto custa?
Imposto recorde. De cada R$ 100 que o Brasil produziu em 2025, R$ 32,40 foram para impostos. É o maior nível desde 2010, e a alta veio principalmente do âmbito federal.
Dívida em alta. O governo deve o equivalente a 










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