Brasil se destaca como destino para investimentos em minerais críticos

Brasil se destaca como destino para investimentos em minerais críticos
Brasil se destaca como destino para investimentos em minerais críticos

Foi o que ficou patente na sessão de abertura do “Brazilian Mining Day”, que se realiza durante todo o dia 3 de março, no âmbito da convenção PDAC 2026

O Brasil está em destaque como destino para investimentos em mineração, especialmente em projetos de minerais críticos. Foi o que ficou patente na sessão de abertura do “Brazilian Mining Day”, que se realiza durante todo o dia 3 de março, no âmbito da convenção PDAC 2026, que se realiza em Toronto, Canadá.

A sessão de abertura, coordenada pelo presidente do Conselho da ADIMB, Marcos André Gonçalves, contou com a presença de representantes da APEX Brasil, da Embaixada do Brasil em Toronto, do SGB, do IBRAM e WIM Brasil.

Para Marcos André Gonçalves, no contexto geopolítico global os minerais críticos, a transição energética, a resiliência das cadeias de transformação e a transformação tecnológica estão no centro das estratégias econômicas e o Brasil quer se posicionar nesse novo ciclo.

Patrícia Procópio, representando o WIM Brasil (Women in Mining Brasil) disse que a parceria com a cadeia de mineração tem sido reforçada, mas que o ambiente da mineração ainda é muito pouco diverso. E chamou por mais ação em prol da diversidade e inclusão no setor mineral, abrangendo mulheres e outros grupos subrepresentados para impulsionar a inovação.

A representante da APEX Brasil, Ana Paula Repezza afirmou que a agência prioriza minerais críticos na atração de investimentos, cobrindo desde exploração até processamento, para reter mais valor no país.

O embaixador Carlos França, por sua vez, propôs aprofundar a cooperação Brasil-Canadá em mineração e energia, incluindo reatores modulares pequenos (SMR) e potenciais joint ventures envolvendo urânio e ciclo do combustível, ressaltando que o Brasil reforça o uso pacífico da energia nuclear, apoia maior participação privada no setor e busca maior inserção multilateral (agência internacional sediada em Viena), alinhando mineração, eletrificação e baixo carbono.

O representante do MME, Anderson Arruda, anunciou a estratégia nacional de minerais críticos, com foco em compartilhamento de riscos com o setor privado, criação de fundo garantidor a projetos e melhorias no licenciamento ambiental para empreendimentos estratégicos.

O presidente do Serviço Geológico do Brasil, Vilmar Simões, informou que o SGB está expandindo os mapeamentos com aerogeofísica e geoquímica), focando em minerais críticos como nióbio e lítio e que o órgão disponibiliza dados públicos para fomentar descobertas e projetos.

Por fim, Júlio Nery, diretor do IBRAM, reconheceu a importância das parcerias (APEX, SGB, MCTI) e do conhecimento geológico, reforçando o compromisso com a diversidade como motor de progresso no setor. (Mara Fornari/Francisco Alves)

Por Brasil Mineral