Um ano após sua partida, jovem de Caetité é lembrada por gesto que salvou três vidas
Hoje dia 28 de julho, completa-se um ano de um gesto que transformou a dor de uma família em esperança para outras pessoas. Natural de Caetité, Sarah Laís deixou um legado de solidariedade ao realizar, por meio de sua família, o desejo que sempre manifestou em vida: ser doadora de órgãos.
Sarah deixou Caetité aos 17 anos para morar em Brasília em busca de realizar seus sonhos. Desde criança, quando brincava de boneca, dizia que queria ser médica cardiologista. Incentivada pelos pais, mudou-se para a capital federal determinada a construir seu futuro.
Após um ano de cursinho preparatório, às vésperas da inscrição para o vestibular de Medicina, ela decidiu seguir o que realmente fazia sentido para sua vida. Em uma conversa com a mãe, revelou que desejava cursar Publicidade e Marketing. Prestou vestibular e foi aprovada em três instituições de ensino, iniciando sua trajetória na área da comunicação.
Ainda no segundo ano da faculdade conquistou seu primeiro estágio e, poucos meses depois, foi efetivada pela agência onde trabalhava. Após a graduação, atuou em três agências de publicidade, sempre reconhecida pela dedicação, criatividade e determinação. Mesmo morando em Brasília, fazia questão de visitar os pais na Bahia sempre que podia.
Apaixonada pela natureza, Sarah aproveitava os momentos de descanso para viajar e renovar as energias. Foi justamente após um fim de semana na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, que sua história tomou um rumo inesperado. No retorno para Brasília, sofreu um grave acidente.
Depois de oito dias internada, foi constatada a morte encefálica. Em meio à dor da perda, a família lembrou das diversas conversas em que Sarah expressava o desejo de ser doadora de órgãos. Sem hesitar, seus pais autorizaram a doação, respeitando a vontade da filha.
Graças a esse gesto de amor e solidariedade, três vidas foram salvas. O coração de Sarah foi transplantado para uma adolescente de 14 anos. Um dos rins beneficiou um homem de 38 anos, enquanto o outro devolveu a esperança a um senhor de 60 anos, que aguardavam na fila de transplantes.
A história de Sarah Laís reforça a importância da conscientização sobre a doação de órgãos no Brasil. Em um momento de profunda tristeza, sua família encontrou forças para transformar a despedida em um ato de amor ao próximo, oferecendo uma nova oportunidade de vida a pessoas que aguardavam por um transplante.
Um ano após a captação dos órgãos, realizada em 28 de julho, Sarah continua sendo lembrada não apenas pelos sonhos que construiu e pela dedicação à profissão, mas, principalmente, pelo legado de generosidade que deixou. Sua história permanece como um exemplo de que, mesmo diante da dor, um gesto de solidariedade pode mudar para sempre a vida de outras pessoas e inspirar a sociedade sobre a importância de dizer “sim” à doação de órgãos.
Por site HR BAHIA













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